Rihanna | Pavilhão Atlântico | Lisboa | 17 de Dezembro de 2011
Uma das jovens artistas mais badaladas da actualidade mostrou, com pompa e circunstância, porque tem mantido os seus mais recentes singles nos TOPs nacionais e internacionais do mundo musical. Rihanna veio a Portugal cantar as suas mais famosas músicas, tocando durante quase duas horas temas bem conhecidos do público português, que ecoou em uníssono com a artista todas as palavras de todas as canções durante todo o espectáculo.
A abertura do palco ficou a cargo do DJ Calvin Harris, com quem Rihanna partilha o sucesso musical "We Found Love". Por mais de uma hora, o escocês mixou temas que todos os presentes conheciam, aquecendo o público para um dos espectáculso mais aguardados do ano, que teve lotação esgotada no Pavilhão Atlântico. Milhares de pessoas esperavam impacientemente pela entrada da jovem de 23 anos, natural dos Barbados (Caraíbas), que entrou em palco pouco passava das 21h30.
A playlist contou com as mais variadas músicas, tendo Rihanna ido buscar singles dos seus primeiros CDs, como "Pon De Replay (Hey Mr. DJ)", "Umbrella", "Hate That I Love You" - que canta em parceria com Ne-Yo, "We Run The World", que canta com Jay-Z e Kanye West, "Love The Way You Lie (Part II)", que canta com Eminem, "Rude Boy", e claro que não podiam faltar músicas dos seus últimos dois álbuns - Loud, que deu o nome à tour e que andou a apresentar este último ano pelo mundo fora; e Talk That Talk, de onde foram extraídos três músicas que fizeram parte da setlist do concerto.
De Loud ouviram-se músicas como "What's My Name" que conta com a participação do rapper Drake, "S&M", "Only Girl (In The World)", "Man Down", "California King Bed", "Cheers (Drink To That)", "Raining Men" que canta em parceria com uma das novas promissoras vozes do rap feminino, Nicki Minaj, "Skin" e "Complicated".
O espectáculo, cheio de cor, rico em cenários originais e com uma produção de "se lhe tirar o chapéu", não teve paragens nem momentos mortos, nem mesmo quando a cantora teve de se retirar do palco para ir vomitar, entre a música "What's My Name" e "Rude Boy". A cantora colocou mais tarde no Twitter que se tinha sentido mal e teve de abandonar o espectáculo por minutos, apesar de nenhum dos presentes ter reparado em tal acontecimento,
Outro dos momentos marcantes do show foi quando Rihanna, no meio de uma música, se aproximou da plateia, apontou para uma jovem e disse "you with the glasses, come on up"; a jovem juntou-se a Rihanna no palco e foi "atirada" para o chão, tendo tido direito a uma private lap dance dada pela artista. Rihanna sentou-se em cima da fã, que se encontrava deitada no chão, e proporcionou-lhe um tipo de dança erótica que certamente deixou a jovem sem palavras e com memórias que jamais esquecerá.
O concerto terminou com "Cheers (Drink To That", que levou o público ao rubro, principalmente quando Rihanna presenteou um sortudo com os seus óculos Ray Ban, que atirou quando terminou a canção.
Foi então hora de esperar por um encore. Nem 5 minutos demorou Rihanna a voltar ao palco, por entre ecos e ovações. Voltou e em grande para cantar "Love The Way You Lie", "Unfaithful" e o mais esperado tema de todos, "We Found Love", para o qual contou com a colaboração de Calvin Harris, o DJ que horas antes tinha tocado o seu set no início do espectáculo.
Escusado será dizer que esta foi a música que mais saltos, berros, máquinas e telemóveis no ar, arrancou. O público perdeu a cabeça e cantou, do fundo dos seus pulmões, todas as palavras da música, assim como Rihanna havia pedido quando, antes de começar a cantar, disse "Portugal, I wanna hear you sing this next words with me!".
No final agradeceu, disse ter adorado o concerto. E nós esperamos que volte em breve.
Uma ressalva fica ainda por mencionar. Cerca de duas horas mais tarde, Rihanna postou no Twitter (a rede social que mais usa) que o concerto tinha sido lendário, com as palavras "Portugal was LEGENDARY!". No entanto, há ainda que lamentar o sucedido no hotel onde a artista ficou hospedada. Novamente pelo twitter, Rihanna partilhou com o mundo que sofreu de racismo no hotel que a tinha como hóspede. Nas palavras da mesma, Rihanna diz que encontrou o "racista mais c***** de sempre! O homem disse as coisas mais loucas sobre as mulheres negras. Chamou-nos cadelas, prostitutas e afirmou que nós não deveríamos estar hospedadas nos mesmos hotéis que os brancos". A artista referiu ainda que, nem é necessário dizer que "como é óbvio, a negra que há em mim saltou cá para fora, falei com sotaque dos Barbados e tudo", escreveu, com um toque de humor, revelador do modo como lidou com o caso. No fim, Rihanna chamou o gerente do hotel que, era também negro. O chamado karma ou destino é de facto o maior imperador desta história.
Esperemos apenas que as memórias do concerto não sejam "abafadas" por este pequeno incidente e que Rihanna não fique traumatizada com os acontecimentos. Os fãs certamente ficariam de rastos para azar do racista que, se algum dos fãs o encontrasse, certamente não iria gostar do encontro.
© Marta Ribeiro


























