Gaia | 15, 16 e 17 Julho 2010
Começou ontem, dia 15 de Julho, o Festival Marés Vivas. O cartaz prometia bons momentos, óptimas vibes e grandes concertos – e assim foi. As portas abriram às 17h, e logo começaram a chegar os festivaleiros nortenhos, sedentos de bons momentos musicais. Era noite de grandes nomes – no cartaz, constavam nomes como os britânicos Morcheeba, os excêntricos Goldfrapp e os portuenses GNR. E ainda só falamos no Palco TMN. O Palco Moche, dedicou-se um pouco mais à música portuguesa e optou por ajudar a divulgar bandas como os Dr1ve e os Lobo.
Dr1ve
Dr1ve
Por volta das 19h20, começaram a ouvir-se os primeiros acordes dos Lobo, no Palco Moche. Com um som pop-rock, animaram o fim de tarde à margem do rio, para todos os presentes. À medida que os fãs de música iam entrando, iam-se juntando no Palco Moche, ou decidiam conhecer um pouco o recinto, antes que a noite caísse. Foi ainda antes do sol se pôr, que os Dr1ve subiram ao palco, chamando mais algumas pessoas àquele local específico do recinto. Uns entravam, outros saíam. Tentavam conhecer um pouco de tudo. Beto, o vocalista dos portugueses Dr1ve, apelava ao público, pedia palmas e… gritos! Mas o culminar do concerto deu-se quando os mesmos tocaram a conhecida música “A Wish”, que na versão original presente no álbum, conta com a participação especial de Lúcia Moniz. O público foi ao rubro e cantou, em uníssono com Beto a canção completa.
Dr1ve
Dr1ve
Já o Palco TMN, o palco principal, apenas começou a espalhar música por volta das 22h10. Foi a vez dos Morcheeba moverem multidões para a frente do palco. Aos poucos e poucos, o recinto foi enchendo e cada vez mais pessoas mataram a curiosidade de ver o regresso da nova vocalista dos Morcheeba, Skye, e saber quais eram as músicas, tanto do novo álbum, como de álbuns antigos, que fariam parte da setlist da noite. Skye entrou no palco, ostentando um vestido vermelho, feito pela mesma – como fez questão de mencionar. Perguntou ao público, após umas músicas “Do you like my dress?” e quando viu que a resposta foi positiva, no meio de gritos e palmas, respondeu “I made it myself. I actually did!”.
Morcheeba
Morcheeba
A banda do Reino Unido alternou entre álbuns, cantando músicas do novo Blood Like Lemonade e tocando também clássicos como “Otherwise” e “Rome Wasn’t Built In a Day”.
Morcheeba
Após aquecerem o público numa noite que se mostrou um pouco fresca, depois do forte o sol da tarde, os Morcheeba despediram-se após mais de 1h de concerto. Com o público já de vozes afinadas e músculos prontos para saltar e dançar, eis que entram os Goldfrapp. Alison Goldfrapp, com um vestido brilhante e uns saltos altíssimos, cantou e pulou sem mostrar uma pequena ponta de cansaço. Os seus companheiros de banda, alternavam entre instrumentos, passando de violino para piano, e vice-versa. Com um par de ventoinhas gigantes na parte da frente do palco, o ar direccionava-se directamente para Alison, que abanava os seus caracóis dourados ao “som do vento”. A música electrónica encheu de vida todo aquele recinto, composto por “pequenos e graúdos” – um público de todas as idades.
Goldfrapp
Goldfrapp
A noite acabou com os portuenses GNR, que cantaram músicas como “Dunas”, “Efectivamente” ou até “Sangue Oculto”. Rui Reininho, mostrou-se um Mestre de Cerimónias à altura, e fez com que toda a gente se sentisse “em casa”, mesmo estando à beira mar.
O primeiro dia deste festival contou com cerca de 16 mil pessoas. Os próximos dois dias esperam muitas mais. Hoje é dia de Placebo, A Silent Film, o português David Fonseca e os cabeça de cartaz, Peaches.
© TuGuitarras & Marta Ribeiro

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