Gaia l 15, 16 e 17 Julho 2010
Ben Harper
Foi sem problemas que à entrada se percebeu, sem qualquer dúvida, que este seria o dia com maior lotação do festival. Segundo números avançados pela organização, o dia 17 de Julho contou com a lotação máxima do recinto, e 25 mil pessoas marcaram presença no último dia do festival. Dia de Ben Harper, Editors e dEUS.
O dia começou cedo – às 17h as portas abriram, e desde logo os festivaleiros começaram a chegar ao recinto e a entrar, para marcarem lugar bem cedo nas filas da frente.
João Só e Abandonados estrearam o palco no último dia do festival. Com o seu pop-rock português, juntaram um bom número de pessoas à frente do mesmo e claro está, a música “Meu Bem” foi cantada por todos os fãs de boa música portuguesa.
João Só e Abandonados estrearam o palco no último dia do festival. Com o seu pop-rock português, juntaram um bom número de pessoas à frente do mesmo e claro está, a música “Meu Bem” foi cantada por todos os fãs de boa música portuguesa.
Seguiram-se os CAIM, que aproveitaram não só para cantar algumas músicas do primeiro álbum “Beg a Dime”, como também apresentar alguns temas do seu próximo trabalho, que tem data prevista de lançamento ainda este ano, no próximo mês de Setembro. “Beg a Dime”, o primeiro single do primeiro álbum, e ainda “Stone Rain”, do álbum ainda por lançar, foram dois dos temas cantados e que o público conhecia melhor.
Caim
Caim
Pouco passava das 20h30, quando o dinamarquese Nikolaj Grandjean entrou no palco principal, gabando de imediato o pôr-do-sol que iluminava os pensamentos daqueles que se encontravam virados para o mar. Cantou cerca de duas músicas antes de chamar o resto dos elementos da sua banda. Após algumas músicas,e com o sol praticamente imerso na água, Nikolaj reforçou mais uma vez a alegria que sentia por estar presente no festival, dizendo “I can’t believe we are really here… and ladies and gentlemen, I know you have this everyday, but we don’t have this in Denmark”, referindo-se novamente ao pôr-do-sol. Apesar de o público português pouco conhecer do disco dos dinamarqueses, “Carrying Stars”, estes conseguiram conquistar uma grande parte dos presentes no recinto, que a pouco e pouco se foram aproximando do palco, cativados pelo doce som da voz de Nikolaj e pelos acordes suaves que sabem tão bem ouvir ao fim de um dia como o de ontem. O show terminou com a canção “Love Rocks”, dedicada ao público português e ao momento. A audiência parece ter gostado, e aderiu em peso, acompanhando os dinamarqueses com palmas.
Nikolaj Grandjean
Nikolaj Grandjean
Era a vez de se preparar o palco para que, directamente da Bélgica para o Marés Vivas, dEUS viessem aquecer a noite, depois das baladas calmas de Nikolaj. O tema inicial foi “Bad Timing”, e desde que os belgas pisaram o palco, o público não mais parou de aplaudir e saltar, ao som do rock da banda de Tom Berman. Alternando entre álbuns, as músicas pareciam todas ser conhecidas do grande público, numa setlist da qual faziam parte temas como “Fell Off The Floor, Man”, “Slow” e “Smokers Reflect”. dEUS aproveitaram ainda para tocar temas do último álbum de originais, “Vantage Point”, lançado em 2008, com a promessa, em português de que em Fevereiro de 2011 um novo álbum será lançado e que a banda voltará a Portugal para apresentar o mesmo. “Suds And Soda” veio marcar o final do concerto dos belgas, com a mesma energia e poder com que começou.
dEUS
dEUS
dEUS
Mas parece ter sido com os Editors que a maré de gente que se encontrava no recinto, decidiu pular com todas as suas forças. Os gritos eram muitos, as palmas ainda mais, num momento em que já só se pedia que a banda que tantos fãs portugueses tem, entrasse em palco. Porém, este que parecia ser um dos mais promissores e esperados concertos de todo o festival, veio a mostrar-se uma desilusão. Apesar da banda de Tom Smith ter entrado com muita força e vontade de dar um grande espectáculo, foi passado alguns minutos e algumas músicas depois que algo inesperado aconteceu – Tom Smith e a sua banda, abandonaram o palco. Quando vocalista dos Editors se sentou ao piano para tocar “Smokers Outside the Hospital” algo de errado aconteceu. Se à primeira vista, nada parecia estar mal, após mais duas tentativas, interrupções da música e Smith a atirar a sua guitarra para o chão, deu-se a confirmação de que algo não estava bem. A banda abandonou o palco, para apenas voltar 13 minutos depois, durante os quais, os técnicos responsáveis pelo material eléctrico reparavam o problema. Por fim, a banda voltou ao palco, com Tom Smith a pedir desculpa ao público, dizendo que estava a levar choques eléctricos. Apenas mais duas músicas foram tocadas, deixando o público decepcionado com o concerto, que terminou mais cedo do que estava previsto.
Editors
A noite já tinha caído há muito, quando os esperados Ben Harper & The Relentless 7 entraram em palco, com 10 minutos de atraso, que vieram a ser compensados com mais de 2horas e 20min de concerto – uma hora a mais do que o previsto. O concerto começou com “Diamonds On The Inside”, cantada por Ben Harper e mais de 20mil pessoas, em simultâneo. O público parecia ter feito o trabalho de casa e estudado a letra, cantando cada palavra da conhecida música do cantor. Mas não só de originais (tanto antigos, como recentes) se fez o concerto do “mestre” dos blues/soul/funk; houve também tempo para uma pequena jam session, que contou com covers de Michael Jackson (“Billie Jean”), de Led Zeppelin (“Heartbreaker) e de Radiohead (“The National Anthem”). Porém, foi com “Better Way” que o público soltou as suas vozes, algumas mais afinadas que outras, e gritou em plenos pulmões, juntamente com Ben Harper, “I believe there’s a better way”. O concerto acabou não sem antes ser apresentado um tema do novo álbum, que tem data prevista de lançamento em Março do próximo ano – “Feel Love”, encheu de amor os corações de todos os presentes. E logo se pediu por mais soul e funk. Eis que se deu o primeiro encore. Acompanhado apenas da sua guitarra, Ben Harper tocou “Power Of The Gospel” e ainda “Burn One Down” – no público era vísivel um cartaz que dizia “Ben, we want to burn one down with you”, feito especialmente a pensar nessa música, decerto. Deu-se ainda outro encore, desta feita acompanhado do resto da sua banda.
Ben Harper
Ben Harper
Foi de recordações e remontando a temas épicos que se fez o concerto de Ben Harper, que estava deliciado por poder tocar tendo o mar à sua frente. Certamente veremos muito mais deste que é um cantor tão adorado em Portugal. Que volte sempre, que nós lá estaremos para mais tarde recordar.
© TuGuitarras & Marta Ribeiro

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