Porto l Hard Club l 24 Novembro 2010
Macy Gray
Muito se especulava e esperava desta noite, deste grande e desejado regresso dessa que é uma das vozes mais peculiares do mundo do soul, r&b e pop. O mercado Ferreira Borges, vulgo, Hard Club, não se encheu cedo, como seria de prever. Apesar disso, à medida que a hora do concerto se aproximava, o mesmo faziam as pessoas em relação ao palco – pouco a pouco, quase que a medo, se aproximavam do gradeamento de forma a ficar o mais próximo possível de Natalie Renee McIntryre, ou deverei dizer Macy Gray, como todos nós a conhecemos?
Nascida em Ohio, nos Estados Unidos, cedo começou a ganhar asas no mundo da música, e já lá vão cerca de 20 anos desde que descobriu este seu grande talento. Foi no Hard Club, na passada quarta-feira (24 de Novembro) que decidiu dar mais um fantástico concerto em Portugal, depois de já ter passado pelos festivais do norte, Vilar de Mouros e Marés Vivas, pelos Coliseus e pela Aula Magna (no passado dia 23 de Novembro).
Para a acompanhar nesta digressão, Macy Gray traz 'na bagagem' um novo sucesso do soul, Honey Larochelle. Com uma voz doce, como o seu nome indica, Honey teve a honra de estrear o palco para Macy Gray, cantando algumas músicas originais que aproveitou para apresentar ao público, convidando-os a ouvirem os seus temas no iTunes.
Macy Gray
E assim se deu o início de um concerto de cerca de duas horas, onde se puderam escutar não só novas músicas do mais recente álbum da artista - 'The Sellout' – como 'On & On', 'That Man' e 'Lately', como também grandes clássicos que o público fez questão de cantar em uníssono com Macy, por vezes até fazendo com que a voz da artista mal se ouvisse. 'I Try', 'Beauty In The World', 'Do Something', 'Sexual Revolution' e 'Still' e 'Sweet Boy' (que desta vez se transformaram numa só canção) foram aquelas que maiores reacções arrancaram de uma legião de fãs ao rubro. 'I Try', essa que é uma das mais emblemáticas músicas da norte-americana, foi introduzida pela própria de uma forma original, divertida e um tanto ou quanto atrevida, até.
Macy Gray quis conhecer um pouco da língua lusa e perguntou como se diziam duas palavras, em português: 'amor' e… um palavrão!, pedido ao qual o público acedeu sem qualquer hesitação, não fosse o povo nortenho um povo tão caloroso e hospitalar!
Mas não só de originais se fez a noite, e temas como 'Creep' dos Radiohead, 'Nothing Else Matters' dos Metallica, que foi cantado pela sua cantora de apoio – Maya, fizeram-se se ouvir, assim como a célebre 'We Are The Champions' dos Queen, que foi dedicada às 'sexy and beautiful people' da sala, ou seja, a todos os portuenses. Aliás, por falar em 'sexy people', foi desta forma que Macy Gray tratou o seu público durante praticamente toda a noite (coisa à qual o público certamente se habituou sem qualquer problema).
Macy Gray
E no meio de tanta boa música e boa disposição, Macy Gray saía de vez em quando do palco para trocar de roupa e voltar com alguns fatos característicos aos quais já nos habituou. 'Monotonia' é sem dúvida uma palavra que não consta do dicionário pessoal da artista.
No fim do concerto houve ainda tempo para um autógrafo e até uma foto com a artista, para quem quisesse. Sempre prestável e de sorriso no rosto, Macy assinou bilhetes, t-shirts, posters e cartazes e agradeceu a todos os fãs que estiveram presentes nesta que foi uma noite mais do que memorável na tão bela e encantadora cidade do Porto.
Macy Gray, Maya e Honey Larochelle, afirmaram ainda que a cidade do Porto é uma das cidades mais bonitas que alguma vez viram. Isso tem que dizer muito, não é verdade? Não fossem elas pessoas tão viajadas!
Macy Gray
Macy Gray
Macy Gray
Macy Gray
Macy Gray e Maya
Macy Gray
Maya e Macy Gray
Macy Gray
Macy Gray
Maya
Maya
Maya
Macy Gray
Macy Gray
Macy Gray
Honey Larochelle
Honey Larochelle
Maya
Macy Gray
Macy Gray
Macy Gray
© TuGuitarras & Marta Ribeiro

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